sábado, 7 de fevereiro de 2026

Dois heróis brasileiros dos nossos tempos

 ...são o cachorro Orelha .... e o cavalo Caramelo. Orelha foi brutalmente espancado até a morte por um grupo de adolescentes em Florianópolis no começo do ano. Foi comoção nacional. Protestos foram organizados em diversas capitais do país no dia 01.02. Caramelo tornou-se o símbolo da grande enchente gaúcha de maio de 2024. Até um mini-filme ganhou.

Confesso que a importância dada a esses animais me deixa perplexo. É óbvia a barbárie cometida com o Orelha, como também o é a resiliência do Caramelo. Entretanto, eu não vejo passeatas de protesto contra as incontáveis violências cometidas contra os seres humanos, assim como há histórias notáveis de resistência e coragem protagonizadas por homens e mulheres na catástrofe gaúcha. Por que tamanho destaque para os animais? Já lí por aí que num futuro próximo poderemos ter clínicas psiquiátricas para cachorros. Vá lá  tivéssemos todos os seres humanos desfrutando do mínimo necessário para viver, mas com tanta gente passando fome e vivendo em condições sub-humanas, parece-me uma distopia. Celebridades levando seus cachorros a clínicas psiquiátricas da Zona Sul, enquanto em Austin (a nossa...) famílias não dispõem de recursos para comprar uma cesta básica.

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Porém, contudo, todavia... 

case  pode ser visto com outros olhos. O sapiens anda tão mesquinho e miserável - que tal o caso Master em Pindorama ou então o escândalo Espstein lá fora, com tanto figurão envolvido?  -  que a opção pelos animais começa a ficar bem palatável. Vai ver os distópicos somos nós.

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Aos maledicentes de plantão, devo dizer que nunca matei um passarinho com bodoque (esporte preferido pela garotada dos meus tempos de guri), tampouco colocaria um pássaro na gaiola, assim como já recusei a oferta de cachorro para amenizar minha vida de solitário, pois considero uma desumanidade confinar um cachorro a um  apartamento.

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