Duas coisas fazem a vida valer a pena: o olhar de uma criança e a natureza.
Fotos do eclipse solar total na Europa publicadas no NYT.
A saga de um homem só.
Duas coisas fazem a vida valer a pena: o olhar de uma criança e a natureza.
Fotos do eclipse solar total na Europa publicadas no NYT.
...de políticos. São os termos utilizados para caracterizar o advogado Willer Tomaz investigado na Operação Sem Desconto conduzida pela PF que apura as fraudes contra o INSS. Há muitos outros representantes da profissão - hoje é seu dia - especializados em limpar, legalizar, esquentar os mal-feitos de poderosos e endinheirados de Pindorama e assim enquadrá-los aos princípios do decantado Estado de Direito, o deus ex machina a que apela o nosso mundo jurídico para justificá-los. É comum ouvir dos defensores dessa turma a frase: - Não há nada de ilegal nos atos de que é acusado meu cliente.
Tempos atrás, uma frase me intrigava. Embelezava os vidros de carros cujos proprietários, certamente seriam representantes da classe: Advogados - sem eles não há Democracia, ou... Estado de Direito. (minha memória combalida pelo tempo, não consegue lembrar o termo exatamente)
Depois dos 70 anos, começo a entender o real significado dessa frase e do papel que advogados e a justiça brasileira desempenham nesse roteiro ruim intitulado Democracia e Estado de Direito no Brasil. Decerto não serão todos, mas por que tantos?
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Wiler, na piscina da sua mansão - de punho cerrado erguido no centro da foto - desfruta seu sucesso entre drinques e cervejas com astros da nossa política - deputados, senadores, ex-ministros de estado. (Associei a foto com as figuras daqueles banquetes em torno das piscinas romanas do tempo dos césares; com uma diferença, na cena brasiliense faltaram as mulheres !) Aposto que a maioria, se não todos, já devem ter sido investigados por mal-feitos e recorrido aos serviços dos nossos fiadores da democracia e estado de direito para manterem seus nomes limpos.
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A arraia miúda da bandidagem, distante do poder, clareia seus ganhos financeiros ilícitos utilizando-se de postos de gasolina, apartamentos, corretoras e sei lá mais o quê... a elite do poder de Brasília e os poderosos do país, recorre a advogados e suas bancas que além de trabalharem na sua defesa operam como hub financeiro, patrimonial e logístico. Gente fina é outra coisa.
não poético, ou esotérico, tampouco místico. Prefiro os fatos.
Vai daí que não tenho graça. Falta-me o molho.
- O futebol é a coisa mais importante entre as coisas menos importantes da vida.
Arrigo Sacchi (ex-treinador italiano, inclusive da Squadra Azzurra)
Não para os brasileiros. Desconheço povo que dê tanta importância ao futebol e à Copa do Mundo. Se porventura escolhesse a Av. Atlantica e não a areia da praia junto ao mar para instalar minha cadeira e ler um livro durante um jogo do país na Copa do Mundo, certamente não seria importunado. O país para literalmente. Em dia de jogo da seleção, a bandidagem dá um tempo e as grandes operações contra eles - realidade quase diária nos jornais televisívos matinais do Rio - também.
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Afinal o que deu origem à descomunal importância que o imaginário do brasileiro dá ao futebol? Uma versão pessoal é de tendo recebido uma educação ufanista na infância e adolescência - o hino nacional é uma celebração - frustrada na idade adulta e maturidade pela constatação das incontáveis mazelas que nos castigam como nação, restaram-nos as conquistas futebolísticas. Lí - tempos atrás - que juntamente com a India éramos as duas maiores virtualidades não concretizadas como nação no mundo atual. A India parece tomar jeito, mas continuamos atolados na mediocridade. Basta analisar os dados do ranking da competitividade mundial publicados a poucos dias, ou nosso desempenho pífio no PISA. Consolamo-nos com o fato de que somos a única nação penta-campeã do mundo de futebol. Nossa camisa é a única com 5 estrelas. Valoramos o que para os outros povos - acho que eles estão certos! - tem importância secundária.
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Para o desconsolo e frustração de muitos, nem mais nesse quesito conseguimos performances dignas do que nosso imaginário exige. Lá se vão 24 anos sem Copa do Mundo e o tão almejado hexacampeonato.
Será nesta edição? Não acredito.
Há alguém no Brasil que as conheçe bem, seu nome é Daniel Vorcaro. Cara prático, ele sabe como o Brasil funciona; a vida como ela é, do brasileiríssimo Nelson Rodrigues. Foi traido pela desmedida - a hubris- que os gregos conheciam bem, porém, pouco levada a sério por quem sobe na vida muito rapidamente. Nossos pés de barro nos trazem de volta à realidade, mais cedo ou mais tarde. Impressionante a abertura do arco da República que ele literalmente comprou. Como vivemos em Pindorama, apesar dos mal-feitos em série praticados com dinheiro público, ele não deverá padecer muito tempo na prisão. Dada a quantidade de figurões envolvidos, um arranjo - mais um! - deve estar sendo costurado para que todos se safem. Nosso passado não falhará mais uma vez.
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Gilmar Mendes, é outro figurão que conhece bem o ecossistema habitado pelos poderosos Lê rapidamente a direção em que o vento sopra; capo dei tutti capi, manda e desmanda nas três esferas dos poderes de Brasília. Seu Fórum de Lisboa - Gilmarpalooza para os mortais - tem projeto para o país, de acordo com o artigo de Conrado Hubner Mendes para a Folha. Não duvido. Certamente aos moldes de quem sempre deu as cartas por aqui. Acresceria que projeto sempre tiveram, pois mantém-se no poder desde seu descobrimento.
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Desconfio, porém, que Gilmar também esteja sendo acometido pela desmedida. Decidiu andar para a frente, mesmo com todos os fatos desabonadores atribuidos a vários membros do STF. Fazendo referência às críticas ao seu Fórum e ao tribunal , disparou no discurso de encerramento: - Ninguém se livra de pedrada de doido, nem de coice de burro. O auditório explodiu em risos e aplausos de acordo com a Folha. Tanto orador, quanto platéia entendem bem as engrenagens do poder por aqui.
100 anos de Miles Davis. Seu trumpete com aquelas notas arrastadas, langorosas é único. Assim como são únicas as interpretações e a voz de Billie Holiday. Basta ouví-los e a identificação é imediata.