Sic Transit Gloria Mundi
A saga de um homem só.
segunda-feira, 5 de outubro de 2026
IA
segunda-feira, 28 de setembro de 2026
Vivo de brigar contra o rei.
Poucas palavras, mas dizem muito das minhas escolhas e de ser quem sou.
... e na voz de dois craques da minha geração.
terça-feira, 15 de setembro de 2026
"Fab Four"
Não era assim que chamavam os Beatles?
Nossa versão bananeira não é musical. É jurídica, tem um palco onde atuam: o STF. O nome deles? Gilmar, Dino, Xandão e Zanin.
A ver o arsenal de chicanas - são especialistas - que estão armando e que certamente tentarão utilizar logo mais para melar a sessão que analisa a possibilidade de abrir uma investigação contra os malfeitos - mais do que comprovados - cometidos pelo ministro Alexandre de Moraes - vulgo Xandão. Fosse um cidadão da planície, e tivesse cometido os crimes que lhe são imputados, a investigação já estaria correndo solta.
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Sou pessimista. A história recente autoriza. Mas... vai que... em meio a bruma trevosa que caracteriza a realidade atual do país, brilhe alguma luz.
A ver...
quinta-feira, 3 de setembro de 2026
Podres e promíscuos poderes
Podres poderes é uma canção de Caetano Veloso escrita em 1984, no crepúsculo da ditadura militar no Brasil. Provavelmente era uma referência ao período de exceção que vivíamos. Começamos uma Nova República, elaboramos a Constituição Cidadã de 1988. Lá se vão 40 anos de democracia e depois da revelação dos constrangedores fatos e diálogos entre o trambiqueiro proprietário do Banco Master e integrantes dos três Poderes - comprou a República! - somos obrigados a qualificar nosso substantivo com mais um adjetivo. Além de podres, são promíscuos. Há vícios para todos os gostos, contemplam o arco completo dos pecados capitais. Degustações de whisky y habanos in London, pagamento de diárias em hotéis de luxo... aluguel de casas nababescas... garotas de aluguel... contratos milionários com bancas de familiares de ministros... Estou citando o que me vem à memória.
A consequência é o total descrédito nas instituições e uma República à deriva. Assistimos a tudo bestializados, parafraseando o jornalista Aristides Lobo - à sem uma reação mais intimidadora aos desmandos dessa turma. Por que não a desobediência civil, por exemplo? Todos eles se mantém supremos, olímpicos, esperando a poeira baixar e
segunda-feira, 31 de agosto de 2026
A mulher pode ser o que ela quiser
Taí uma frase repetida à exaustão pelas nossas feministas que considero infantil e que só pode ornar uma inteligência pouco privilegiada. Talvez eu seja essa inteligência e não esteja entendendo bem o que elas querem dizer com isso, mas entendo que ninguém (mulher ou homem) pode ser quem ela/ele quiser. Do ponto de vista pessoal somos precários, limitados e temos ainda todo um ambiente social que nos constrange. É o preço a pagar para vivermos em sociedade.
Entretanto, em um aspecto, dou meu braço a torcer para as nossas progressistas. Em termos de maquiagem, elas realmente podem ser o que quiserem. Sou assinante da UOL e acompanho razoavelmente seu noticiário. Há um par de jornalistas que publica um post no site que acompanho mais pela presença feminina - é o tipo da mulher que me atrai - do que pelos temas politicos que aborda. Há dias ao abri-lo, dei logo de cara com um vídeo, sem audio, que focalizava uma figura feminina, que me pareceu desconhecida. Passou-se um tempo e passei a desconfiar de que se tratava da minha paixão platônica. Era tão diferente que só acreditei quando a câmera abriu e apareceu o parceiro com quem divide o post. Era ela mesmo, mas de cara lavada.
Confesso que nem a tão decantada IA, em seu estágio atual, produziria tamanha diferença. Certamente, faltaria-lhe imaginação. Pior mesmo foi a quebra do encantamento. Fiquei desapontado, com a versão - digamos - natural da moça ou senhora.
Odisseu, um herói "malandro"? (I)
Estou relendo a Odisséia, motivado pela exibição do filme e da polêmica que se estabeleceu em torno dele. Se em raríssimas vezes um filme conseguiu superar o livro que o inspira, imagine com a Odisséia que foi transmitida oralmente por cerca de quatro séculos por poetas que cantavam e transmitiam os feitos da guerra de Tróia. E quem conta um conto, acrescenta um ponto... diz o ditado. Só foi manuscrita por volta do século VIII a.C. Homero quase que certamente não foi o único autor. Estou curioso para conferir o tratamento dado pelo diretor para um texto dissecado pelos literatos por mais de 20 séculos e fundante da cultura ocidental, hoje criticadíssima pela intelligentsia progressista.
A tradução que leio é de Christian Werner, publicada pela finada CosacNaify em 2014. Odisseu é um herói caracterizado pela sagacidade, ardilosidade - não é gratuito que Atena e Hermes sejam seus companheiros frequentes no plano divino - muito mais do que pelos feitos que premiam a força física, atributos que distinguem Aquiles e Heitor, protótipos do herói guerreiro na Ilíada. A tradução atrela Odisseu com frequência a termos como muita astúcia, muito truque, muita argúcia, mente ardilosa a adjetivos como atilado; mais raramente lhe são atribuidos juizo-paciente, muita tenência. Arrasa-urbe tem poucas citações, apesar da matança dos pretendentes de Penélope que promoveu no seu retorno a Ítaca auxiliado por seu filho Telêmaco.
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Algo a ver com a esperteza e a malandragem brasileiras? Certamente ambas estão associadas a astúcia e sagacidade mas nossa malandragem/esperteza busca driblar regras e conseguir objetivos sem empenhar muito esforço ou sendo mais radical, sem nenhum esforço. Até virou modo de vida.
A ardilosidade de Odisseu pouco tem a ver com a amplitude da nossa malandragem. Ele tem um caráter mais restrito; utiliza-a como recurso final. Aconteceu no episódio com o cíclope Polifemo. Através de diversos ardis consegue se livrar do monstro que certamente o abateria em uma combate em campo aberto usando a força física. Era a opção que lhe restava para continuar vivo e retornar para sua Ítaca natal.
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Preciso conferir o que o diretor fez com a epopéia. Os críticos, na sua maioria, aplaudiram.
sexta-feira, 14 de agosto de 2026
Maravilha!
Duas coisas fazem a vida valer a pena: o olhar de uma criança e a natureza.
Fotos do eclipse solar total na Europa publicadas no NYT.


