sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Em tempo de eleições (II)

Não vi o debate de domingo passado mas as críticas são unânimes quanto ao baixo nível e falta de propostas dos candidatos. Entretanto, fosse ele pautado por proposições, mudaria alguma coisa? Ambos mentem desabridamente, prometem mundos e fundos que levariam o país a uma situação financeira insustentável. 

Fiz coisa melhor. Fui dormir.


Um beco sem saída

 ... e chegamos a mais uma antevéspera de  final de corrida presidencial com dois candidatos que não trazem nenhuma esperança de que teremos um futuro melhor. Jamais ví - ou não lembro -  tanta mentira, fake news, distribuição de benesses com  um  dinheiro que é nosso como na campanha atual. Tudo feito às claras, despudoramente.  A perspectiva para o pós-pleito, ganhe quem ganhar, será de um estelionato eleitoral se ambos não cumprirem o prometido - mais provável - ou de um país quebrado, caso cumpram. É ou não desalentador?

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Chegamos a um impasse  como país.  As instituições funcionam precariamente. Judiciário e Legislativo não tem credibilidade.  Nossa democracia é mambembe. Há quem diga que a Nova República gestada na Constituição cidadã de 1988, encerrou seu ciclo. Eu concordo mas pergunto. - Será que uma nova carta constitucional resolveria nossos problemas? -  Quem seria o responsável por sua redação... o atual Congresso, de baixíssima qualidade? 

Leis não nos faltam. Somos um dos países líderes no mundo na matéria. Temos legislações  das mais avançadas em meio-ambiente, em igualdade de gênero e raça, no que você quiser... mas o país avança com uma lentidão exasperante. O buraco é mais embaixo...temos usos e costumes viciados que praticamos desde  Pedro Alvares Cabral que leis não resolverão.

Como sairemos dessa aporia? Estas eleições trouxeram-me  alguma esperança.  A governadora eleita por Pernambuco, o Missão ... Ambos recusaram aderir a um dos polos que suforcam nossa realidade política. Ganhe quem ganhar no domingo, teremos 4 anos sem futuro. Cumprirei meu dever de cidadão, cravarei 99 na cédula. Será a expressão do meu desalento.


quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Em tempo de eleições.

 O povo simplesmente gosta de coisas de graça e não elege quem tira o doce da sua boca.

José Cardoso ( em comentário ao artigo de Rui Tavares na Folha de hoje) 

A picanha que o Lula prometeu

A campanha é insossa em idéias e propostas, muito temperada por fake news, narrativas e judicialização;  os candidatos ao turno final presidencial projetam um futuro próximo desalentador para o país. Só mesmo uma imagem poderia roubar a cena. O gostoso da Paulista. O bonitão mascarado com corpo de deus grego,  colocou-se estrategicamente, sem camisa,  sobre o teto de uma saida de estação do metrô, durante a  Marcha para Democracia que aconteceu em S. Paulo no dia 12. Causou frisson  entre moçoilas casadouras e outras, nem tão moçoilas, nem tão casadouras, além do ativíssimo mundo LBGTQIAPN+. Muitos memes criativos e hilários circulaream nas redes. Além daquele que dá título ao post reproduzo uma imagem do X: 

Folha, 13.10.26

domingo, 11 de outubro de 2026

Cartão postal marciano

 

Nasa - Rover Curiosity

Desolador. 

...mas é prá lá que iremos em um futuro próximo. Minerar...

Programão! para os pósteros.

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

3/4 de século.

Morrer
é a grande embriaguez da alma,
e ela anda à cata
de se evadir,
de ser o que deixa de ser.
Há uma estranha euforia na morte que não mata.

Bruno Tolentino (1940-2007)

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Chegar aos 75 anos é ter o passado como bagagem, e um único bilhete para o futuro: a morte. Sem lágrimas , tampouco ranger de dentes.

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

IA

 

Snapvault/Adobe
Não remeteu ao Pensador do Rodin? Pois foi gerada com inteligência artificial pelo Snapvault, um aplicativo da Adobe.