terça-feira, 15 de setembro de 2026

"Fab Four"

Não era assim que chamavam os Beatles? 

Nossa versão tupiniquim não é musical. É jurídica, tem um palco onde atuam: o STF. O nome deles? Gilmar, Dino, Xandão e Zanin. 

A ver o arsenal de chicanas - são especialistas - que estão armando e que certamente tentarão  utilizar logo mais para melar a sessão que analisa a possibilidade de abrir uma investigação contra os malfeitos - mais do que comprovados - cometidos pelo ministro Alexandre de Moraes - vulgo Xandão. Fosse um cidadão da planície, e tivesse cometido os crimes que lhe são imputados, a investigação já estaria correndo solta.

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Sou pessimista. A história recente autoriza. Mas... vai que... em meio a bruma trevosa que caracteriza a  realidade atual do país, brilhe alguma luz. 

A ver...

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

A mulher pode ser o que ela quiser

Taí uma frase repetida à exaustão pelas nossas feministas que considero infantil e que só pode ornar uma inteligência pouco privilegiada. Talvez eu seja essa inteligência e não esteja entendendo bem o que elas querem dizer com isso, mas entendo que ninguém (mulher ou homem)  pode ser quem ela/ele quiser. Do ponto de vista pessoal somos precários, limitados e temos ainda todo um ambiente social que nos constrange. É o preço a pagar para vivermos em sociedade.

Entretanto, em um aspecto, dou meu braço a torcer para as nossas progressistas. Em termos de maquiagem, elas realmente podem ser o que quiserem. Sou assinante da UOL e acompanho razoavelmente seu noticiário. Há um par de jornalistas que publica um  post no site que acompanho mais pela presença feminina - é o tipo da mulher que me atrai - do que pelos temas politicos que aborda. Há dias ao abri-lo,  dei logo de cara com um vídeo, sem audio, que focalizava uma figura feminina, que me pareceu desconhecida. Passou-se um tempo e passei a desconfiar de que se tratava da minha paixão platônica. Era tão diferente que só acreditei quando a câmera abriu e apareceu o parceiro com quem divide o post. Era ela mesmo, mas de cara lavada.

Confesso que nem a tão decantada IA, em seu estágio atual, produziria tamanha diferença. Certamente, faltaria-lhe imaginação. Pior mesmo foi a quebra do encantamento. Fiquei desapontado, com a versão - digamos - natural da moça ou senhora. 

Odisseu, um herói "malandro"? (I)

Estou relendo a Odisséia, motivado pela exibição do filme e da polêmica que se estabeleceu em torno dele. Se em raríssimas vezes um filme conseguiu superar o livro que o inspira, imagine com a Odisséia que foi transmitida oralmente por cerca de quatro séculos pelos aedos - poetas que cantavam e transmitiam os feitos da guerra de Tróia. Só foi manuscrita por volta do século VIII a.C. Homero provavelmente não foi o único autor. 

Preciso vencer minha crescente aversão pra sair de casa e buscar o escurinho de uma sala de cinema. Motiva-me a curiosidade para saber a versão que o diretor deu para o texto da epopéia grega, tida por muitos como o maior poema épico da literatura ocidental. 

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A tradução que leio é de Christian Werner, publicada pela  finada CosacNaify em 2014. Odisseu é um herói caracterizado pela sagacidade, ardilosidade - Atena e Hermes são seus companheiros frequentes no plano divino -  muito mais do que pelos feitos que premiam a força física, atributos que distinguem  Aquiles e Heitor,  protótipos do herói guerreiro  na Ilíada.  A tradução atrela Odisseu com  frequência a termos como muita astúcia, muito truque, muita argúcia, mente ardilosa a adjetivos como atilado; mais raramente lhe são atribuidos juizo-paciente, muita tenência. Arrasa-urbe tem poucas citações, apesar da matança dos pretendentes de Penélope que promoveu no seu retorno a Ítaca auxiliado por seu filho Telêmaco.

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Algo a ver com a esperteza e a malandragem brasileiras? Certamente ambas estão associadas a astúcia e sagacidade mas nossa malandragem/esperteza busca  driblar  regras e conseguir objetivos sem empenhar muito esforço ou sendo mais radical, sem nenhum esforço. Até virou modo de vida.  

A ardilosidade de Odisseu pouco tem a ver com a nossa malandragem. Ele a utiliza como recurso final. Aconteceu  no episódio com o cíclope Polifemo. Através de diversos ardis consegue se livrar do monstro que certamente o abateria em uma combate em campo aberto usando a   força física. Era a opção que lhe restava para continuar vivo e retornar para sua Ítaca natal.


sexta-feira, 14 de agosto de 2026

Maravilha!

 Duas coisas fazem a vida valer a pena: o olhar de uma criança e a natureza. 

Christian Hartmann/Reuters
Finbarr O'Reilly/NYT

Fotos do eclipse solar total na Europa publicadas no NYT.

terça-feira, 11 de agosto de 2026

"Hub financeiro, patrimonial e logístico"

 ...de políticos. São os termos utilizados para caracterizar o advogado Willer Tomaz  investigado na Operação Sem Desconto conduzida pela PF que apura as  fraudes contra o INSS. Há muitos outros representantes da profissão - hoje é seu dia - especializados em limpar, legalizar, esquentar os mal-feitos  de poderosos e endinheirados de Pindorama e assim enquadrá-los aos princípios do decantado Estado de Direito, o deus ex machina a que apela o nosso mundo jurídico para justificá-los. É comum ouvir dos defensores dessa turma a frase:  - Não há nada de ilegal nos atos de que é acusado meu cliente. 

Tempos atrás,  uma frase me intrigava. Embelezava os vidros de carros cujos proprietários, certamente seriam representantes da classe: Advogados - sem eles não há Democracia, ou... Estado de Direito. (minha memória combalida pelo tempo,  não consegue lembrar o termo exatamente)

Depois dos 70 anos, começo a entender o real significado dessa frase e do papel que advogados e a justiça brasileira desempenham nesse roteiro ruim intitulado Democracia e Estado de Direito no Brasil. Decerto não serão todos, mas por que tantos?

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Revista Piauí

Wiler, na piscina da sua mansão - de punho cerrado erguido no centro da foto -  desfruta seu sucesso entre drinques e cervejas com astros da nossa política - deputados, senadores, ex-ministros de estado. (Associei a foto com as figuras daqueles banquetes em torno das piscinas romanas do tempo dos césares; com uma diferença, na cena brasiliense faltaram as mulheres !) Aposto que a maioria, se não todos, já devem ter sido investigados por mal-feitos e recorrido aos serviços dos nossos fiadores da democracia e estado de direito para manterem seus nomes limpos

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A arraia miúda da bandidagem, distante do poder,  clareia seus ganhos financeiros ilícitos  utilizando-se de postos de gasolina, apartamentos, corretoras  e sei lá mais o quê... a elite do poder de Brasília e os poderosos do país, recorre a advogados e suas bancas que além de trabalharem na sua defesa operam  como  hub financeiro, patrimonial e logístico.  Gente fina é outra coisa.


sexta-feira, 31 de julho de 2026

Sou prosaico

 não poético, ou esotérico, tampouco místico. Prefiro os fatos. 

Vai daí que não tenho graça. Falta-me o molho.

segunda-feira, 20 de julho de 2026