- O futebol é a coisa mais importante entre as coisas menos importantes da vida.
Arrigo Sacchi (ex-treinador italiano, inclusive da Squadra Azzurra)
Não para os brasileiros. Desconheço povo que dê tanta importância ao futebol e à Copa do Mundo. Se porventura escolhesse a Av. Atlantica e não a areia da praia junto ao mar para instalar minha cadeira e ler um livro durante um jogo do país na Copa do Mundo, certamente não seria importunado. O país para literalmente. Em dia de jogo da seleção, a bandidagem dá um tempo e as grandes operações contra eles - realidade quase diária nos jornais televisívos matinais do Rio - também.
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Afinal o que deu origem à descomunal importância que o imaginário do brasileiro dá ao futebol? Uma versão pessoal é de tendo recebido uma educação ufanista na infância e adolescência - o hino nacional é uma celebração - frustrada na idade adulta e maturidade pela constatação das incontáveis mazelas que nos castigam como nação, restaram-nos as conquistas futebolísticas. Lí - tempos atrás - que juntamente com a India éramos as duas maiores virtualidades não concretizadas como nação no mundo atual. A India parece tomar jeito, mas continuamos atolados na mediocridade. Basta analisar os dados do ranking da competitividade mundial publicados a poucos dias, ou nosso desempenho pífio no PISA. Consolamo-nos com o fato de que somos a única nação penta-campeã do mundo de futebol. Nossa camisa é a única com 5 estrelas. Valoramos o que para os outros povos - acho que eles estão certos! - tem importância secundária.
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Para o desconsolo e frustração de muitos, nem mais nesse quesito conseguimos performances dignas do que nosso imaginário exige. Lá se vão 24 anos sem Copa do Mundo e o tão almejado hexacampeonato.
Será nesta edição? Não acredito.