quinta-feira, 30 de abril de 2026

domingo, 26 de abril de 2026

Dia nacional do choro

Sou fã incondicional do choro, mais do que do samba, apesar da maior visibilidade deste na midia.  Ouvindo a rádio MEC, descobri que hoje além de ser o dia de S. Jorge - festa no balneário! -  é também o dia do choro. Comemoremos, pois... ouvindo do mestre Pixinguinha: Lamentos



segunda-feira, 20 de abril de 2026

Semana dos deuses no balneário.

 Amanhã é feriado, quinta também. Restam segunda, quarta e sexta-feira. Para quem mora na planície, expediente normal.  E no serviço público? Imaginei que seriam 3 pontos facultativos, mas - alvíssaras! -  a quarta-feira não foi liberada. Resta saber se os fatos confirmarão o que está escrito. O histórico autoriza a ter minhas dúvidas. A turma se dará ao luxo de comparecer ao trabalho em apenas um dia da semana? 

Como a previsão de tempo é de céu azul por todo o período , certamente as praias estarão lotadas nos 5 dias úteis. Afinal, a cidade é abençoada por Deus e bonita por natureza. Ele proverá.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Insanidade escala níveis inimagináveis.

Quem mora no Rio de Janeiro pensa que já viu de tudo nesta vida, dado o número de barbaridades que desfilam diariamente no palco da cidade. Entretanto, sempre pinta uma surpresa. Desta vez ela veio de fora - dos nossos irmãos do Norte - com uma imagem publicada na rede social do presidente Trump - depois retirada face sua repercussão negativa -  em que ele aparece fantasiado de Jesus Cristo. Qualquer pessoa que viva no quotidiano sua fé católica vai considerar a postagem uma blasfêmia. Trump, entretanto, justificou-se, afirmando que a intenção era ser retratado como médico. Fala sério!?! - 

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Acrescente a boutade  feita aos iranianos - a whole civilization will die tonight -  feita na mesma semana da postagem e teremos que admitir : ou o sujeito  é louco ou se faz passar por  um.

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A ver onde a mente perturbada deste homem -  um dos senhores da guerra deste mundo -  pode nos levar. Ele tem  poder para destruir não apenas a civilização persa mas toda e qualquer civilização. O único consolo é que irá junto.


Bebo, logo existo

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Sem a ajuda da bebida vemos uns aos outros como somos, e nenhuma sociedade humana pode ser construida sobre uma base tão frágil. O mundo é acossado por ilusões destrutivas, e a história recente tornou-nos cautelosos em relação a ponto de nos esquecermos que uma ilusão pode ser benéfica. Onde estaríamos sem a crença de que os seres humanos podem superar uma catástrofe e jurar amor eterno? Mas essa crença persiste apenas se renovada com a imaginação. Como é possível que isso ocorra se não temos uma rota de fuga dos fatos? Assim, a necessidade de agentes tóxicos está profundamente entranhada em nós, e todas as tentativas de proibir nossos hábitos estão fadadas ao fracasso. A verdadeira questão, creio eu, não é usar ou não usar os agentes tóxicos, em sim qual deles usar. E - embora todos eles disfarcem as coisas - alguns (sobretudo o vinho) também nos ajudam a enfrentá-las, apresentando-as de forma reimaginada e idealizada. 

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É contra a falsa santidade e a prudência covarde que se dirige grande parte da minha discussão, não a fim de incentivar o vício, mas para mostrar que o vinho é compatível com a Virtude. O modo certo de viver é desfrutando as nossas faculdades, lutando para gostar dos nossos próximos e se possível amá-los, e aceitar que a morte é necessária em si mesma e também um alívio abençoado para aqueles a quem de outra forma iríamos sobrecarregar. Em minha opinião, os fanáticos pela saúde, que tem envenenado todos os nossos prazeres naturais, devem ser reunidos e trancafiados juntos num lugar onde possam se entediar mutuamente, empanturrando-se com suas inúteis panacéias para a vida eterna.

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O vinho, bebido na ocasião certa, no lugar certo e na companhia certa, é o caminho para a meditação e o arauto da paz.

Scruton, R., bebo, logo existo, Octavo, 2011. (Prelúdio)


quinta-feira, 9 de abril de 2026

Do outro mundo!

Definitivamente, o Bolero não me encanta. Aquele tema repetido obsessivamente cansava-me. Após assistir o vídeo, passei a considerar a peça com outro olhar - para usar um termo em voga. Musicalmente  devo reconhecer, que  Ravel fez desfilar uma série respeitável de instrumentos executando aquele tema repetido 18 vezes.  A outra razão - bem... não é tão musical - é a maestra.  Coisa de outro mundo.



Vence na vida quem diz sim

 ... escreveu Chico Buarque e canta com Nara Leão. 

Eu Joãozinho do passo errado, sempre desafinando do coro dos contentes que o diga!



quarta-feira, 8 de abril de 2026

Earthset

 

O pôr da Terra - Nasa


Continua viva na memória quando tarde na noite no distante julho de 1969,  com meu velho pai ouví em um rádio de pilha, Neil Armstrong pronunciar as célebres palavras:

- Pequeno passo para o homem, grande passo para a humanidade.

Sempre fui fascinado por voar. Sonhava em ser piloto da aviação; certamente, minha miopia não permitiria.  Imaginava-me como  Saint-Exupéry - piloto da Aeropostale - voando solito no más em rotas para a África e América do Sul. 

Acompanhei com devoção, os primeiros anos da  pesquisa aeroespacial, os vôos para o espaço. Tivesse que listar 10 desejos que gostaria de realizar em vida, certamente ver a Terra da superfície lunar ou  a bordo de uma espaçonave entre ambas, seria um deles. A vista do nosso planeta a partir do  espaço próximo a ele, é deslumbrante. As fotos da Ártemis II evidenciam essa beleza inigualável ainda mais se comparada ao do nosso solitário e monocromático satélite. 

As  missões de exploração espacial,  provocam  um orgulho danado da nossa condição de humanos. Renovam as esperanças de que  - apesar das controvérsias - somos seres viáveis, mesmo com os Trumps, Putins, aiatolás e Netanyahus da vida. Oxalá eles sejam breves.

- De perto ninguém é normal, cantou Caetano Veloso. Nem a Terra escapa...


Eclipse solar - Nasa

terça-feira, 7 de abril de 2026

domingo, 5 de abril de 2026

Páscoa

Nasci e cresci dentro de um ambiente fortemente marcado pelo catolicismo, embora minha pouca fé tenha feito de mim um agnóstico. A Semana Santa é a data maior da cristandade. Marca a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, um Deus que assumiu a humanidade nas suas condições mais drásticas -  nasceu num estábulo, morreu numa cruz entre dois ladrões. Para quem não é cristão, o respeito/adoração pela cruz praticado pelos católicos, opera como um fetiche. A fé, entretanto, opera maravilhas. Ela é um dom concedido a poucos. Infelizmente, não fui um dos escolhidos. Nem porisso abandonei a igreja. Ela é um local de recolhimento, de olhar para dentro de si, de oração. É onde encontro a transcendência - o local imerso neste mundo mais distante da sua insensatez -  e mais  do que em qualquer outro lugar, é onde você -  proporcionalmente - pode encontrar  um número maior de pessoas confiáveis.

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