Nasci e cresci dentro de um ambiente fortemente marcado pelo catolicismo, embora minha pouca fé tenha feito de mim um agnóstico. A Semana Santa é a data maior da cristandade. Marca a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo, um Deus que assumiu a humanidade nas suas condições mais drásticas - nasceu num estábulo, morreu numa cruz entre dois ladrões. Para quem não é cristão, o respeito/adoração pela cruz praticado pelos católicos, opera como um fetiche. A fé, entretanto, opera maravilhas. Ela é um dom concedido a poucos. Infelizmente, não fui um dos escolhidos. Nem porisso abandonei a igreja. Ela é um local de recolhimento, de olhar para dentro de si, de oração. É onde encontro a transcendência - o local imerso neste mundo mais distante da sua insensatez - e mais do que em qualquer outro lugar, é onde você - proporcionalmente - pode encontrar um número maior de pessoas confiáveis.
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