terça-feira, 26 de maio de 2026

D. Sebastião finalmente retornou. É brasileiro.

É incrível a paranóia de 50% da nação por Neymar. À luz do seu desempenho como atleta num passado recente, não há evidência racional que justifique sua convocação, entretanto, ele foi um dos escolhidos, mesmo estando lesionado. Qual o papel do clamor nacional no episódio? Difícil mensurar, mas a irracionalidade preponderou. 

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...o jogo está encardido, ele entra no segundo tempo, faz uma daquelas jogadas que o consagraram no passado e resolve a partida. Vai que dá certo! 

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Tento encontrar uma explicação para tamanha obsessão e me vem à mente o sebastianismo, um movimento messiânico que surgiu no final do século XVI em Portugal com o desaparecimento do rei D. Sebastião na batalha de Alcácer-Quibir e a consequente perda da autonomia portuguesa para a Espanha.  Até hoje há quem acredite que ele retornará em seu cavalo branco, como um salvador, para devolver a Portugal sua antiga glória.  Seria Neymar, o nosso salvador, que nos devolveria às glórias do futebol, da qual estamos afastados fazem 24 anos? Ao invés do cavalo branco - antenado com a modernidade -  ele pilotaria um de seus inúmeros carrões...ou jatos... ou helicóptero, ostentaria um relógio de luxo de sua coleção, escolheria um novo penteado para a ocasião e no final nos brindaria com uma dancinha, o molho da nossa brasilidade. Vai que dá certo...

PS - No país, Neymar é o brasileiro com o maior número de seguidores no Instagram:  236 milhões.

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