...um filho nos foi dado. O poder de governar está nos seus ombros. Seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus forte, Pai para sempre, Príncipe da Paz. Ele estenderá seu domínio, e para a Paz não haverá limites. (Is.9,5-6)
...um filho nos foi dado. O poder de governar está nos seus ombros. Seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus forte, Pai para sempre, Príncipe da Paz. Ele estenderá seu domínio, e para a Paz não haverá limites. (Is.9,5-6)
Prometo que será a postagem derradeira sobre o tema...
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Impressionante o transe por que passam os argentinos em virtude da conquista da Copa. Serão eles também uma pátria de chuteiras? Fico a me perguntar... e se eles fossem aquela nação top que eram no início do século passado, estariam se esbaldando nas ruas como estão fazendo atualmente? Não teriam assumido uma atitude blasé mais condizente com sua assumida soberba (os buenairenses, pelo menos...)? Ricos, terra do Papa e do melhor jogador desse século...
Mas a riqueza evaporou-se, viraram vira-latas como nós no concerto das grandes nações. Entraram naquela espiral descendente em que quase todos os países da AL mergulharam. Será que não derivaria daí tamanha catarse? Já que não fazem o dever de casa no que realmente importa, restou-lhes o futebol e... o Papa.
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Apesar de não ser a melhor equipe tecnicamente, a Argentina venceu a Copa. A competência do seu técnico, quase um desconhecido, e a disposição anímica de seus jogadores foram os fatores preponderantes para o sucesso da seleção de nuestros hermanos. Eles que já se acham em condições normais, imagina agora...Ficarão impossíveis e será difícil aturá-los.
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Roberto DaMatta no Globo de hoje fala do fascínio que o futebol exerce sobre as pessoas talvez porque mais do que os outros esportes ele guarda um componente aleatório muito forte, assemelhando-se à vida. É fácil de entender para quem teve algum contato com estatística. O leque de possibilidades que uma partida de futebol oferece é imenso e o imponderável aparece com frequência, embora a lógica continue sendo a regra geral. São apenas 22 jogadores movimentando-se em uma área em torno de um hectare, tentando colocar uma bola com os pés numa área de 17,85m2. As combinações são infinitas, e zebras e azarões costumam dar o ar da graça, especialmente em torneios mata-mata.
Diante da inevitabilidade do mal, no segundo turno das eleições presidenciais optei pelo menor. Foi acima de tudo um voto de rejeição, de medo...do que uma opção por um projeto. Menos mal que tenha sido a opção vencedora. São poucos os pontos em comum que tenho com esse pessoal: a agenda ambiental, o controle das armas. Discordo quase que totalmente da visão heterodoxa e desenvolvimentista que tem da economia; na questão dos costumes e da cultura, alinho-me quase que totalmente às causas consideradas conservadoras.
Alimentava alguma esperança numa mudança da política econômica já que Lula foi eleito por uma frente de partidos, muitos deles de centro, que foram fundamentais para alcançar vitória dado que apertadíssima. Confesso que estou a perdê-la. Os nomes apresentados até agora e os arrufos do eleito contra o mercado indicam que tudo continua como dantes....
É impressionante a arrogância e a autossuficiência da nossa esquerda. Cabe lembrar que votou contra o Plano Real, contra a Lei de Responsabilidade Fiscal e até contra a Constituição de 88. Não reconhece que errou com a desastrada política econômica implementada nos anos Dilma que jogou o país numa brutal recessão. Atribuem seus insucessos a fatores exógenos. Bons tempos aqueles em que homens públicos como Juscelino Kubitschek tinham a coragem de dizer: - Costumo voltar atrás sim. Não tenho compromisso com o erro. Não espere isso de um petista.
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É bem verdade que o homem ainda não assumiu e reconhecidamente fez um bom governo nos seus primeiros quatro anos de mandato. Vou conceder-lhe o benefício da dúvida e deixá-lo governar, pelo menos por 100 dias.
A soltura de Sérgio Cabral era uma questão de tempo. Cumpriram-se as Escrituras... brasileiras, é claro! Foi o último dos grandes larápios da Lava-Jato a ser libertado, não pelo mérito das acusações que pesavam contra ele, sim por incongruências processuais com o nosso ordenamento jurídico. Abaixo um trecho do voto do príncipe da jurisprudência nacional, Gilmar Mendes :
"Não se trata, assim, de absolver o ex-governador do Rio de Janeiro pelo crimes imputados na ação penal nº 5063271-36.2016.4.04.7000, nem de negar que os fatos narrados pelo órgão acusador são graves e demandam apuração rigorosa pelo Poder Judiciário. Se trata apenas de afirmar que, em um Estado Democrático de Direito, nenhum cidadão brasileiro, por por mais graves que sejam as acusações que pesam em seu desfavor, pode permanecer indefinidamente submetido a medidas processuais penais extremas, como a prisão cautelar"
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Queria estar errado, mas nosso Cabralzinho só voltará para onde nunca deveria ter saído através de prisão cautelar. Nosso ordenamento jurídico reza que o cumprimento de uma pena só é possível após o processo transitar em julgado em todas as instâncias da justiça. Ele afanou o suficiente do erário público para pagar os mais caros e melhores advogados para interpor liminares ad infinitum para seus processos e levá-los para as calendas. Cadeia? Nevermore.
Nada como ser poderoso no Brasil. Réu confesso, condenado a 425 anos de prisão ele pode flanar por aí, leve, livre e solto usufruindo do dinheiro que amealhou por métodos ilícitos, por obra e graça do nosso Estado Democrático de Direito.
Pior...vai passar isso na minha cara, pois vai morar num apartamento aqui em Copa.
...e tudo se acabou em uma sexta-feira; que poderia ser uma quarta-feira de cinzas como diz a canção do Martinho da Vila. Mas bem que parecia. O clima de ressaca era o mesmo.
A derrota para a Croácia, mais do que um revés futebolístico foi um duro golpe para a auto-estima da nação. Como diretamente proporcional ao tamanho do sonho é o da decepção, lágrimas rolaram e a Copa terminava abortada por aí, para aqueles menos aficcionados ao futebol. A casquinha que poderíamos tirar do resto do mundo - argentinos em especial - e a chance de estufar o peito e proclamar; - Somos os maiorais pelo menos no futebol! - foi adiada para 2026. Continuaremos a sentir o cheiro do hexa por mais 3 anos e meio. A contagem regressiva já começou. Renovemos as esperanças!
Mais do que o futebol, que em algumas partidas não aparece, são gratificantes as imagens dos torcedores nos estádios. Imagino que transmitam um pouco da identidade nacional: sul-coreanos chorando copiosamente depois de uma vitória da seleção... as iranianas, sempre belas, de cabeças descobertas e com uma alegria inocente estampada no rosto comparada às ocidentais... a alegria assanhada dos africanos e brasileiros... o olhar enlevado das crianças de mãos dadas aos jogadores na entrada do gramado, particularmente com os ídolos e a incompreensível indiferença de alguns deles para com elas.
Imagens que valeriam pela Copa mesmo se futebol não houvesse.
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Futebol... uma identidade nacional. Certamente deve ter a companhia do Carnaval. Sei lá... fico pensando na monarquia para os ingleses, na Kaaba de Meca para os muçulmanos.... símbolos que - considero - tenham mais corpo, densidade... para a identidade de uma nação ou de um credo, mas futebol, carnaval...
Não há como negar ... dizem muito sobre o país.
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Minha secretária compara a Copa - jogos do Brasil - ao Carnaval. De fato são os dois únicos eventos em que o RJ literalmente pára. Se você precisar de transporte, vai penar...E os serviços de urgência como funcionarão? Não quereria sofrer um AVC ou um ataque cardiaco nessas horas. Muita gente deve passar dessa para a outra por conta de um jogo do Brasil na Copa.
Quis o acaso- ou seria o destino? - que eu tivesse agendado uma consulta médica para as 13:00 desta sexta-feira, justo quando estará bombando Brasil x Croácia. Obviamente fui contactado pela secretária do consultório médico para confirmar a consulta, com a - per supuesto!- estratégica lembrança do evento futebolístico. Docemente constrangido, digo que não. Configura-se uma desistência de parte do cliente e o consultório médico lava as mãos. Tudo montado muito espertamente. Como viajo para o Sul no dia 14, a consulta ficou para a volta. Depois de 09 de janeiro...
É ou não...a pátria de chuteiras?