domingo, 16 de novembro de 2025

Assustadora

... a foto em preto-e-branco de Nova Iorque que ilustra uma matéria da Economist que trata da desfinancialização da cidade devido a seu alto custo de vida e aos altos impostos cobrados dos contribuintes. As grandes organizações financeiras estão esvaziando seus escritórios na cidade, transferindo-os para outras cidades americanas.

Benedict Evans - The Economist

Imaginei que esta poderia ser uma imagem  da cidade em um futuro nem tão distante assim... vamos dizer... 100 anos. Estarei sendo demasiado pessimista?

sábado, 15 de novembro de 2025

Um abismo

 O fotógrafo do Estadão foi muito feliz ao flagrar a cara de espanto do embaixador que preside a COP-30, diante do olhar - Que estou fazendo aqui? - do indiozinho. É a elite frente a frente com o povão.



terça-feira, 11 de novembro de 2025

Exílio

Longe deste insensato mundo,
a caminho do fim,
exilei-me
junto aos fantasmas do passado,
na solidão do meu eu profundo.


quinta-feira, 6 de novembro de 2025

O lodaçal das bets.

 

É uma falta de respeito ao jogo. Como jogadores nos sentimos muito mal ao entrar na quadra. Antes se ouvia: Vucevic, ganhe! Agora é como:  Ei,  minha aposta são 10 rebotes. Sinceramente me indigna porque é uma falta de respeito ao jogo.

Nikola Vucevic, pivô do Chicago Bulls. 

(Estadão, 06.11.25)

segunda-feira, 3 de novembro de 2025

Com o pé na estrada

era  o que Lô Borges escrevia sempre que lhe pediam um autógrafo para o seu icônico disco do tênis (1972), de acordo com matéria da Folha de hoje.  Define bem minha passagem por este mundo: andarilho solitário pelas quebradas da vida. Que mais é a vida, se não uma estrada?


É mais um que se vai. Era da turma do mineiro Clube da Esquina, um dos melhores  grupos que a talentosa geração de músicos brasileiros das décadas de 60/70 produziu. Caramba! não é para qualquer ícone da nossa música brasileira atual - não cito nomes para não ferir suscetibilidades! - produzir pérolas como :

Coisas que ficaram por dizer,
na canção do vento,
não se cansam de voar.
(Trem Azul - Lô Borges/Ronaldo Bastos)

domingo, 2 de novembro de 2025

No Rio, guerra virou paisagem.(II)

 Pesquisas mostraram sobejamente o apoio do povão a ação da policia. Apenas confirmaram o que pensa a minha secretária. Ambos sabem bem onde o calo aperta.

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Já a turma do andar de cima, pensa que essa aprovação é lamentável de acordo com o artigo de Paulo Sérgio Pinheiro para a Folha de hoje. Ele é um cientista político e exibe um currículo respeitável com cargo e missões humanitárias na ONU. O que dizer da classe artística, da imprensa e da academia que dobram a aposta; consideram  as opiniões desse pessoal, fruto do conservadorismo, atraso, falta de cultura. Encastelados nos seus bairros e condomínios fechados da Zona Sul e Sudoeste que - ainda! - não vivem sob a ordem do dia de milicianos ou de bandidos do CV, TCP ou ADA,  e que na sua grande maioria consideram  bandido uma vítima da sociedade. Fazem eco ao velho Rousseau - um farol dos progressistas - para quem o ser humano é naturalmente bom; é a sociedade que o corrompe. É simpático...  você constrói uma reputação de pessoa que acredita na humanidade entre seus pares. Não é o que a realidade mostra. Fosse, frentistas de postos de gasolina, a turma dos serviços gerais nas empresas, as secretárias que servem a esses bacanas, e na sua maioria vivem em favelas, também seriam bandidos. 

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Preocupante é constatar que pessoas muito próximas a esses grupos do crime organizado, com suspeita de participação nas suas atividades, como funkeiros/influencers/DJ's - alguns já foram presos - tenham tantos seguidores nas redes sociais. Já falei deles em post anterior. Quem explica? É povo da favela também. Seria o ódio à violência da polícia tão grande? Ou seriam ecos da glamourização da vida bandida que tem suas raízes lá atrás nas décadas de 70 e 80? Quem não lembra da bandeira-poema de Sérgio Oiticica (1968):

 - Seja marginal, seja herói

(se bem me lembro já  postei-a por aqui )

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Faltando um pedaço

 No final do mês de aniversário, cai-me no ouvido essa música que embalava as dores de um grande fracasso amoroso. A gravação é uma delicada versão musical da  canção original cantada por Djavan nos anos 80. 

É estrada...

O título tem tudo a ver.