quarta-feira, 16 de setembro de 2026

"Fab Four" (II)

...e a bruma trevosa não se desfez. The Fab Four conseguiram seu intento e impediram a abertura de inquérito contra seu mais vistoso membro, o ministro  Alexandre de Moraes, emparedado pelas evidências que comprovam seu envolvimento com o banqueiro picareta do Banco Master. Tinham fatos - não citados, obviamente - para embasar suas bem-sucedidas manobras: o acordo de blindagem estabelecido entre todos os ministros na reunião secreta que limpou a barra do ministro Toffoli também envolvido com o banqueiro mas em outra frente, além do conhecimento que tinham das relações nada republicanas de um terceiro ministro - mais um! - com o onipresente banqueiro: Nunes Marques. 

O espetáculo deprimente de ontem irá para os anais da instituição. Expôs a miséria do tribunal supremo da nação, um corpo em franca metástase provocada por seus próprios membros. São pelo menos três, os  ministros com fortes evidências de envolvimento no caso Master. Tivessem respeito pela instituição e pelo estado democrático de direito que tanto se gabam em defender,  deveriam se licenciar até que tudo fosse esclarecido. Certamente não o farão. Deram sinais claros na sessão de ontem e na famosa reunião de fevereiro que decidiu pela não investigação do ministro Toffoli. Como há muitos deles envolvidos com o dublê de bem-relacionado banqueiro e o que você imaginar: picareta, vigarista, golpista... ninguém será investigado. - Um por todos e todos por um! Estava implantada a irmandade mosqueteira no Supremo. 

 - Caso não haja contenção interna, ela virá de fora. É uma constatação premonitária do que está por vir. Resta saber de onde e como  será feita. Nossa democracia é um plantinha tenra.

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