Tão atual, mas foi escrito a cerca de 100 anos por Rui Barbosa no volume 46 de suas Obras Completas. Muitas luas já se passaram mas nada muda por aquiO Brasil é um país reduzido a pasto dos seus governantes, e anima vilis dos seus charlatães, é um país vaca de leite, um país gado de açougue, um país carniça de hospital. Sua administração, sua política e seu governo, fundados na incompetência, regidos pelo nepotismo, arruinados pelo desbarato financeiro, resume-se numa só palavra: dilapidação. Toda política há de se inspirar na moral. Toda política há de emanar da moral. No Brasil, porém, a política renega a moral: o que vale para o indivíduo, não vale para o Estado e o que vale a pena para o governante não vale para o cidadão. A política brasileira é radicalmente amoral, convencida e professamente imoral. Renegou a moral, caluniando as nossas instituições com a profissão da irreligiosidade, que eles confundem com liberdade religiosa. Renegou a moral, estabelecendo como coisas distintas duas leis de moralidade: uma para os indivíduos, outra para o Estado.
terça-feira, 18 de junho de 2019
Pindorama não toma jeito
quarta-feira, 12 de junho de 2019
Valentine's Day gift.
Já que não me queres,
Que me repeles,
Que me manténs à distância,
Ouça minha sonora, suave, doce vingança.
Que me repeles,
Que me manténs à distância,
Ouça minha sonora, suave, doce vingança.
terça-feira, 11 de junho de 2019
A razão cínica
Foi movido por uma frase:
eles não sabem o que fazem e continuam a fazer do mesmo modo
escrita num artigo enviado por um colega e retirada da Critica da Razão Cínica, que me decidi encará-lo. O livro estava jogado na prateleira do escritório quase como um troféu, aguardando minha leitura para depois da aposentadoria; são 550 páginas de um inglês difícil, que me obriga a recorrer frequentemente ao dicionário. É datado pois escrito na década de 80 na Alemanha, antes ainda da queda do Muro, e paradoxalmente, atual pois brota de um sentimento de desencanto diante da falência das propostas libertárias dos anos 60 e do cinismo do discurso oficial e do poder que digeriu bem aqueles libertários. Hoje há desencanto por toda a parte - a sensação de que os bandidos venceram e, pior, levaram tua amada com eles - mas os motivos são outros.
A solução proposta: o sarcasmo e o cinismo (kinicism) praticado por Diógenes não me parece ser a melhor. Eu sou um desencantado-raiz - está lá na minha apresentação do blog- e luto para não transformar desencanto em amargura, tampouco em sarcasmo ou cinismo.
Aguardemos os próximos capítulos do livro. Comentarei por aqui.
quarta-feira, 29 de maio de 2019
Escatológica

Engarrafamento, fila... até no topo do Everest! É a insanidade no grau máximo. Nada mais há a devassar nesse planeta. Em breve, em busca de emoções fortes iremos congestionar a Fossa das Aleutas. Depois? Morreremos todos de tédio.
Vale a pena ler a tradução da Folha para uma matéria do New York Times a respeito de mais essa maluquice dos nossos tempos.
segunda-feira, 20 de maio de 2019
A nau dos insensatos
Essa alegria toda enquanto o circo começa a pegar fogo pelo país me lembra aquele pessoal do Titanic dançando despreocupado na primeira classe enquanto lá embaixo um iceberg rasgava o casco do navio.
O capitão segue cumprindo o que prometeu.
O capitão segue cumprindo o que prometeu.

Bolsonaro e a turma da bala, comemorando a assinatura do decreto para liberação do porte de armas para uma série de categorias. Beneficiados:19 milhões de pessoas.
quarta-feira, 1 de maio de 2019
Toma, capitão!
Nenhum lugar do mundo tem universidade de prestígio sem humanas, filosofia, sociologia, história. Isso é muito importante para saber que nazismo não foi de esquerda, por exemplo
Leonardo Tessler, professor de Fisica da Unicamp na Folha de 27.04, comentando a idéia de jerico desse governo que é a treva, de cortar verbas das escolas da área de Humanas nas Universidades e destiná-las àquelas que deem mais retorno ao contribuinte. A graça da frase está na referência ao nazismo que o capitão em uma das suas muitas intervenções desastradas identificou como movimento de esquerda (!?!?!)
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