... e venceu o lulismo, o progressismo, o petismo, o que você quiser. Não há nada a comemorar a não ser o afastamento - ou seria postergação? - da possibilidade de um rompimento da nossa democracia - que não é lá essas coisas em Pindorama - sempre uma sombra a pairar sobre nossas cabeças em se tratando da família Bolsonaro no poder. Foi a vitória, não de uma proposta para o país, mas da rejeição ou medo do que o outro lado poderia causar a nossas instituições.
Resta aguardar o que virá. Os indícios são de que não haverá estelionado eleitoral, logo a possibilidade de que o país entre em uma profunda crise econômica a partir de 2027 é muito real. Somos, de fato, o país do futuro. Que não chega...
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Quando nos livraremos de bolsonaristas e lulistas? Para isso precisaríamos mudar nosso imaginário construido para aceitar apenas líderes populistas, tanto pela direita quanto pela esquerda. Na Nova República houve apenas uma exceção: FHC, mas ele tinha os créditos do Plano Real. Sem uma muleta valiosa como o engenhoso plano que nos livrou da inflação, como fazer que nossos eleitores acreditem em propostas racionais e muitas vezes dolorosas a curto prazo?
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Imagino o destino que seria destinado a Churchill, que no seu discurso de posse ao governo britânico em meio à 2a Guerra declarou :
- I have nothing to offer, but blood, toil, tears and swear.
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