domingo, 11 de outubro de 2026

Cartão postal marciano

 

Nasa - Rover Curiosity

Desolador. 

...mas é prá lá que iremos em um futuro próximo. Minerar...

Programão! para os pósteros.

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

3/4 de século.

Morrer
é a grande embriaguez da alma,
e ela anda à cata
de se evadir,
de ser o que deixa de ser.
Há uma estranha euforia na morte que não mata.

Bruno Tolentino (1940-2007)

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Chegar aos 75 anos é ter o passado como bagagem, e um único bilhete para o futuro: a morte. Sem lágrimas , tampouco ranger de dentes.

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

IA

 

Snapvault/Adobe
Não remeteu ao Pensador do Rodin? Pois foi gerada com inteligência artificial pelo Snapvault, um aplicativo da Adobe.

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Vivo de brigar contra o rei.

 Poucas palavras, mas dizem muito das minhas escolhas e de ser quem sou.

... e na voz de dois craques da minha geração.



terça-feira, 22 de setembro de 2026

Cena de outro mundo.

 

Tomás Munita - NYT

Fosse, já seria desoladora, mas como nada é tão ruim que não possa piorar, ela é do nosso mundo, depravado mundo:  Afeganistão, sob o domínio talebã. Fico pensando, no que se passou na cabeça das duas crianças e no trauma que possa lhes ter causado caminhar por esse corredor macabro.
A foto é de uma reportagem do New York Times sobre o país e de como vivem seus habitantes atualmente. Outras fotos de cortar o coração ilustram a matéria.

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Sei lá mas associei com aquela foto - das mais icônicas de todos os tempos - que mostrava uma menina vietnamita correndo nua junto a outras crianças, chorando da dor provocada pelo efeito do napalm em sua pele na distante guerra do Vietnam. Marcou minha geração. 

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Sou simpático ao Iluminismo, mas Kant e cia, que me desculpem. Cenas como esta e outras presentes na matéria  desautorizam qualquer concepção de que o mundo progride em moto-contínuo.  Sei lá... será que nossos antepassados cromagnons e neandertais patrocinariam um espetáculo tão deprimente? 

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

"Fab Four" (II)

...e a bruma trevosa não se desfez. The Fab Four conseguiram seu intento e impediram a abertura de inquérito contra seu mais vistoso membro, o ministro  Alexandre de Moraes, emparedado pelas evidências que comprovam seu envolvimento com o banqueiro picareta do Banco Master. Tinham fatos - não citados, obviamente - para embasar suas bem-sucedidas manobras: o acordo de blindagem estabelecido entre todos os ministros na reunião secreta que limpou a barra do ministro Toffoli também envolvido com o banqueiro mas em outra frente, além do conhecimento que tinham das relações nada republicanas de um terceiro ministro - mais um! - com o onipresente banqueiro: Nunes Marques. 

O espetáculo deprimente de ontem irá para os anais da instituição. Expôs a miséria do tribunal supremo da nação, um corpo em franca metástase provocada por seus próprios membros. São pelo menos três, os  ministros com fortes evidências de envolvimento no caso Master. Tivessem respeito pela instituição e pelo estado democrático de direito que tanto se gabam em defender,  deveriam se licenciar até que tudo fosse esclarecido. Certamente não o farão. Deram sinais claros na sessão de ontem e na famosa reunião de fevereiro que decidiu pela não investigação do ministro Toffoli. Como há muitos deles envolvidos com o dublê de bem-relacionado banqueiro e o que você imaginar: picareta, vigarista, golpista... ninguém será investigado. - Um por todos e todos por um! Estava implantada a irmandade mosqueteira no Supremo. 

 - Caso não haja contenção interna, ela virá de fora. É uma constatação premonitária do que está por vir. Resta saber de onde e como  será feita. Nossa democracia é um plantinha tenra.

terça-feira, 15 de setembro de 2026

"Fab Four"

Não era assim que chamavam os Beatles? 

Nossa versão bananeira não é musical. É jurídica, tem um palco onde atuam: o STF. O nome deles? Gilmar, Dino, Xandão e Zanin. 

A ver o arsenal de chicanas - são especialistas - que estão armando e que certamente tentarão  utilizar logo mais para melar a sessão que analisa a possibilidade de abrir uma investigação contra os malfeitos - mais do que comprovados - cometidos pelo ministro Alexandre de Moraes - vulgo Xandão. Fosse um cidadão da planície, e tivesse cometido os crimes que lhe são imputados, a investigação já estaria correndo solta.

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Sou pessimista. A história recente autoriza. Mas... vai que... em meio a bruma trevosa que caracteriza a  realidade atual do país, brilhe alguma luz. 

A ver...